Justiça manda prender novamente sargento de Luziânia
- 8 de outubro de 2026
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O Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) restabeleceu a prisão preventiva do sargento da Polícia Militar Hebert Francisco Póvoa, investigado por suspeita de envolvimento em um esquema de extorsão, agiotagem, lavagem de dinheiro e tortura em Luziânia, no Entorno do Distrito Federal.
A decisão foi publicada nesta quarta-feira (7) e acolheu um recurso apresentado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO). O tribunal também determinou a expedição de um novo mandado de prisão contra o militar.
Segundo informações divulgadas nesta quinta-feira (8), o sargento ainda não havia sido localizado.
Justiça reverte decisão anterior
Em agosto deste ano, a defesa de Hebert havia conseguido uma decisão favorável em um pedido de habeas corpus, com expedição de alvará de soltura em 11 de agosto.
Entretanto, o processo passou por uma nova análise após questionamentos apresentados pelo Ministério Público.
Ao reexaminar o caso, o TJGO acolheu os embargos de declaração do MPGO, negou o habeas corpus anteriormente concedido e restabeleceu a prisão preventiva do investigado.
A decisão considerou a necessidade de garantia da ordem pública e determinou a comunicação urgente ao juízo responsável pelo processo.
Investigação começou em 2025
Hebert Póvoa e sua esposa, a advogada Tatiane Meireles, foram presos em novembro de 2025, durante uma operação conduzida pela Polícia Civil de Goiás.
Segundo as investigações, o casal estaria envolvido em um grupo suspeito de realizar empréstimos ilegais e utilizar ameaças, agressões e tortura para cobrar dívidas.
A Polícia Civil também apurou suspeitas de lavagem de dinheiro e extorsão. Durante a operação, armas e aproximadamente R$ 10 mil em dinheiro foram apreendidos.
Em abril de 2026, outros dois investigados apontados como integrantes do grupo também foram presos.
Novo mandado de prisão
Com a decisão publicada em 7 de outubro, o sargento voltou a ter a prisão preventiva determinada pela Justiça.
Até a divulgação das reportagens desta quinta-feira (8), não havia confirmação de que ele tivesse sido localizado ou preso novamente.
A decisão não representa condenação pelos crimes investigados. O processo continua sujeito às etapas legais, com garantia do direito de defesa.
As reportagens consultadas informaram que a defesa dos envolvidos não havia sido localizada para comentar a nova decisão. O espaço permanece aberto para manifestação.
Fontes: Metrópoles e Jornal Opção, reportagens de 8 de outubro de 2026.